Jô Soares


Dia de humor, dia de talento, dia de reinvenção. Um pouco da história do magnifico José Eugênio Soares, o indescritível Jô.

Jô Soares nasceu no Rio de Janeiro no dia 16 de janeiro de 1938. Cresceu querendo ser diplomata, estudando em ótimos colégios cariocas e até na Suíça, com esse objetivo. Mas o talento inegável mudou seu leme de rumo.
Começou a permear o universo do teatro e em 1957 integrou a Praça da Alegria—atualmente, A Praça é Nossa— com o personagem Alemão, que interpretou no humorístico até 1971. Brilhou também como Jaime Blonde na novela Ceará contra 007 da Record. Em 1959, casou-se com a atriz Teresa Austregésilo, com quem foi casado ate 1979 e teve um filho, Rafael.
Em 1967 participou do programa da Record Família Trapo escrevendo os roteiros ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega e atuando como Gordon, ao lado de Ronald Golias, entre outros.
Já em 1970 estava na TV Globo com o humorístico Faça Humor, não Faça Guerra, estrelado por ele. Logo depois lançou Satiricom em 1973, humorístico satirizando o filme de Federico Fellini. Já em 1976, Planeta dos Homens foi ao ar, satirizando o filme Planeta dos Macacos.
Um de seu grandes sucessos, o show solo que ele estrelou na telinha, aclamado até hoje e um marco em sua carreira, Viva o Gordo, sátira contra a ditadura militar.
Casou-se novamente com a atriz Sílvia Bandeira, em 1980, mas se separou quatro anos mais tarde e um ano depois começou a namorar com Claudia Raia.
Mesmo com o sucesso absoluto na tela da Globo, seu desejo de ter um programa de entrevistas não foi concedido, o levando então a aceitar a proposta de Silvio Santos e migrar para o SBT, onde seus humorísticos continuaram com Veja o Gordo, e seu sonhado talk show se concretizou, Jô Soares Onze e Meia—que quase nunca passava no horário prometido— ambos em 1988. Fez durante 12 anos suas entrevistas icônicas até retornar à Globo, onde fez até 2016 o Programa do Jô.
Apesar de ser imensamente conhecido por seu humor, seus personagens politicamente incorretos, além das melhores entrevistas do Brasil, Jô também é um escritor de primeira, seus livros são impressionantes e extremamente bem construídos, com histórias envolventes e muito bem ornadas, como é o caso de O Xangô da Baker StreetAs Esganadas e muitos outros, além dos mais recentes O Livro de Jô- Uma Autobiografia Desautorizada 1 e O Livro de Jô- Uma Autobiografia Desautorizada 2.
O cinema também é sua praia, atuando e dirigindo projetos como O Xangô da Baker Street, inspirado em seu próprio livro, Giovanni Improtta, entre outros.
Jô é uma figura que faz muitíssimo bem tudo que se propõe, é o artista mais versátil atualmente e sua genialidade vem sempre acompanhada por um bom humor, gentiliza e cultura, como a qual ele é riquíssimo.
Atualmente, Jô Soares pode ser visto em São Paulo com peça O Livro ao Vivo, que estreia dia 11 de abril no Teatro Faap.
Uma pessoa com um enorme talento e um coração maior ainda, que é o carisma em pessoa e merece ser lembrado para sempre como um grande nome da nossa cultura.

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